Inúmeras reações que acontecem na interface sólido-solução e afetam a disponibilidade de nutrientes para as plantas, a eficiência de moléculas orgânicas sintéticas que compõem inseticidas, fungicidas e herbicidas, entre outras, e o destino nos solos de íons ou moléculas que podem causar danos ao ambiente, como metais pesados.
Os íons e moléculas que estão na solução do solo podem ser retidos nas superfícies das partículas da fase sólida e também podem ser liberados da fase sólida para a solução do solo. O termo sorção é, genericamente, utilizado para referir os diversos mecanismos de retenção de íons e moléculas pela fase sólida. Adsorção, precipitação de superfície e polimerização são exemplos de sorção. O mecanismo de liberação de um íon retido pela fase sólida do solo para a solução é denominado de dessorção.
A adsorção pode ser definida como a acumulação de um elemento ou substância na interface entre a superfície sólida e a solução adjacente. Define-se como absorbato o material que se acumula numa interface; o absorvente é a superfície sólida na qual o absorbato se acumula; o absortivo é o íon ou a molécula em solução que tem o potencial de ser adsorvido.
A adsorção de íons, na fase sólida mineral e orgânica, ocorre devido à existência de cargas elétricas de superfície, positivas e negativas, que atraem ânions e cátions, respectivamente.
A força de retenção dos íons na interface sólido-solução é determinada pelo tipo de interação entre os íons e a superfície das partículas. Em geral, íons absorvidos através de ligações do tipo covalente ou iônica são mais fortemente retidos do que os íons adsorvidos por forças físicas tipo van der Waals.
Rafael Feitosa, Marcos Pereira e Maicon Silva.
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