LIGAÇÃO
IÔNICA OU ELETROVALENTE
O primeiro a tentar explicar as valências em termos de
elétrons foi Kossel em 1916 (Pauling² ³). Sugeriu que todos os átomos tendem a
alcançar a configuração de um gás nobre tomando ou cedendo elétrons. Por
exemplo, quando reagem os átomos de sódio e cloro.
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Esse tipo de interação atômica, que implica em uma
transferência de um ou mais elétrons de um átomo para outro, conduz a formação
de íons que se mantém unidos por forças de atração eletrostática, forças de
Coulumb. Devido a maturação eletrostática da ligação, a união entre os átomos
denomina-se iônica ou eletrovalente e os cristais que se originam chamam-se
cristais iônicos.
Fonte: Página Como faço ligação iônica no Brainly
(http://tinyurl.com/l39k8hk)
Os compostos que possuem essa união não estão formados
por moléculas. Qualquer íon em uma rede estará sempre rodeado por um número de
íons de significado oposto de modo que sua carga fique neutralizada. No estado
sólido, os compostos iônicos formam uma rede cristalina tridimensional, cujos
nós estamos os íons positivos e negativos em proporções definidas e
determinadas pela teoria da coordenação. Como no caso do cloreto de sódio.
Fig. 1 (a): formação da ligação entre o Na+ e
o Cl - ; (b) estrutura espacial do NaCl.
Nas moléculas de halogenetos alcalinos de ligações de
caráter iônicos em sua totalidade.
Em uma ligação por atração eletrostática os íons deveriam
se localizar a uma distância fixa, mas tentar se aproximar cada vez mais.
Contudo, a atração homogênea por parte de todos os demais íons de carga
contraria, ainda que todos eles permaneçam em posição fixa sem cair sobre os
demais.
Quando os íons de
cargas diferentes se aproximam para formar a molécula de um cristal, se
submetem a duas forças antagônicas: uma atração que depende das cargas dos
íons e outra de repulsão que depende dos
núcleos. O equilíbrio entre ambas as cargas se estabelece quando ambas as
forças são iguais. A grande distancia, a atração iônica obedece somente à ação
“coulômbica” das cargas. Se considerar, por exemplo, uma molécula consistente
em um par de íons com carga Z1e e Z2e sendo Z a valência.
A energia potencial da atração seria – Z1Z2e2/r,
sendo r a distância Inter iônica. A
medida que íons se aproximam (pequena distância) e se inicia uma superposição
de suas nuvens de elétrons, se manifesta uma mútua repulsão por interação de
suas cargas nucleares. Tal potencial de repulsão deve diminuir rapidamente com
o aumento da distância r, já que atua somente para distâncias Inter atômicas e
pode ser representado por um termo da forma b.e – r/p em que b e p
são constantes. Em conseqüência o potencial total do sistema em equilíbrio pode
ser expressado por:
Nesta equação U = 0 quando r = infinito sabe-se que o
potencial dessa molécula é zero quando os íons se encontram separados um do
outro. À medida que se aproximam, os potenciais de atração e repulsão se
incrementam até que o sistema chega a um equilíbrio.
LIGAÇÃO
COVALENTE
Na grande parte dos compostos químicos, os elétrons de
valência dos átomos se compartilham entre eles, formando uma ligação entre
ambos denominando-se covalente. Nessa união não há uma atribuição ou aceitação
total, mas se compartilharem um ou mais pares de elétrons em cada um dos átomos
que constituem a molécula. Um par de elétrons compartilhado constitui um
doblete. Um átomo parcialmente cede um elétron e aceita outro parcialmente.
Assim forma-se uma ligação em que os elétrons são atraídos por dois núcleos
simultaneamente.
Fonte: http://lquimicas.blogspot.com.br/
Um par de elétrons compartilhados constitui uma ligação
simples, enquanto que dois e três pares de elétrons formam uma dupla ou tripla
ligação, respectivamente.
Os átomos participantes neste tipo de ligação completam
suas camadas externas até a estrutura do gás nobre mais próximo:
Lewis e Kossel independentemente em 1916 (Pauling² ³)
desenvolveram a teoria atômica-molecular na qual um par de elétrons
compartilhados pode constituir uma ligação entre dois átomos. Os fundamentos de
sua natureza foram encontrados por Heitler e London em 1927 (Azaroff³), mas a
descrição quantitativa da ligação covalente foi feita através da aplicação
mecânica ondulatória de Shrodinger e Heisenberg. Entretanto, Pauling3 4
demonstrou que as uniões covalentes tem sua direção determinada e que são
responsáveis pelo ângulo que formam cada quatro valências do carbono é de 109°
(ângulo tetraédrico).
Nem sempre os ângulos formados, nas uniões covalentes são
de 109°, já que depende do número e do
tipo de orbital compartilhado entre os átomos, e do caráter parcialmente iônico
das ligações. Na água, o ângulo entre as uniões O-H é de 105°, também as
ligações Si-O-Si podem ter valores diferentes. A modificação em baixa temperatura
do cristobalita o ângulo é de 150°, no entanto a modificação em alta
temperatura é de 180°.
Pode ser concebida a união covalente entre dois átomos de
oxigênio, imaginando que ambos compartilhem dois pares de elétrons para
completar uma camada externa de oito em cada átomo, ainda que individualmente
cada um tenha somente seis elétrons periféricos. Dito que, nesse caso, existe
uma união covalente dupla e os elétrons descrevem uma trajetória comum em ambos
os núcleos passando de um para outro através de uma forma assimilar da
ressonância ( um diapasão vibrando transmite sua vibração a outro diapasão).
Se o número de elétrons é suficiente para completar o
octeto (ou duplete em caso do hidrogênio) para compartilhar um par deles, é
possível que os átomos compartilhem dois ou três pares. Isto é equivalente a
uma união dupla ou tripla que ocorre mediante dois ou três dupletes:
É interessante considerar a influência que tem a
distribuição de cargas nas moléculas covalentes, isto é, se é simétrica ou
assimétrica. Se os elétrons compartilhados são atraídos igualmente por átomos
participantes, a ligação é neutra, a distribuição da carga negativa é uniforme
na molécula e a ligação é homopolar ou covalente perfeita. Como no caso das moléculas, H2,
Cl2 e N2.
Se os átomos unidos são diferentes, os elétrons da
ligação são mais atraídos por um deles. Assim o centro da ligação da carga
negativa não coincide com a da positiva e se forma um dipolo elétrico. A
molécula é polar e a ligação é covalente polar ou heteropolar. Em um dos átomos
haverá maior densidade de carga negativa, e outro maior densidade de carga
positiva. Este é o caso da molécula de água, a qual é polar visto que, o núcleo
do oxigênio atrai mais fortemente os elétrons da ligação que o hidrogênio.
LIGAÇÃO COVALENTE
COORDENADA
Em determinadas circunstâncias, os elétrons que
constituem uma ligação covalente não são fornecidos pelos átomos que estão
envolvidos, mas somente por um deles. Essa união denomina-se união coordenada
ou ligação covalente coordenada e freqüentemente ocorre em íons poliatômicos
estáveis. Alguns átomos, como o oxigênio, enxofre, fósforo e outros elementos
divalentes e trivalentes, possuem em seus compostos um ou dois pares de
elétrons não compartilhados como no caso da água e do amoníaco.
Fonte: http://tinyurl.com/mpbb9e6
O íon hidrônio (H3O+), por exemplo,
ocorre pela adição de íon H (próton) a um átomo de oxigênio da água que
compartilha um de seus dobletes sem compensar e que agora pertence tanto ao hidrogênio
quanto ao oxigênio. Cada um dos três hidrogênios do hidrônio está rodeado por
dois elétrons, mas os hidrogênios originários fornecem um elétron dos dois da
ligação, enquanto que o último não fornece nenhum, já que os dois são
provenientes do oxigênio. Como na molécula de H2O, oxigênio continua
rodeado por oito elétrons, ainda que na realidade só te pertença apenas cinco
(um é de cada hidrogênio), e como os elétrons de valência são seis, fica com a
caraga positiva. A forma geométrica que se estabelece entre os átomos de
oxigênio é de uma pirâmide de base triangular.
O íon amônio (NH4+) se origina
quando um ácido que se dissolve em solução amoníaca, adiciona em próton na
molécula de NH3. O N se une a três hidrogênios mediante ligação
covalente simples e com o quarto através de uma ligação covalente coordenada já
que o doblete é fornecido pelo N. À união que se estabelece entre os quatro
hidrogênios e o N é idêntica. O Nitrogênio completa seus octetos, mas agora só
com quatro elétrons, já que ele cedo um deles a cada hidrogênio; como os
elétrons de valência são cinco, fica com carga positiva. Geometricamente o NH4
tem uma estrutura de uma pirâmide de base triangular.
LIGAÇÃO
METÁLICA
Os metais se
caracterizam por uma estrutura cristalina, geométrica com átomos ligados
mediante uma união especial conhecida como ligação metálica. Este tipo de união
é diferente, ainda que está correlacionada com a covalente e se caracteriza
porque
a. Os nós da rede
estão ocupados por átomos idênticos de metal.
b. Os elétrons de valências possuem ampla liberdade de
desplazamento: e
c. Esta qualidade permite para os átomos de metal causi-íons positivos, neutralizados pelos
elétrons e mantidos em uma posição rígida por razões geométricas, esta última
depende da temperatura. (Santamaría2 7)
Nas estruturas metálicas os átomos de dispõem em
acondicionamentos densos, particularmente no cúbico e hexagonal. Em uma rede
cúbica de corpos centrados, cada átomo está rodeado por quatorze vizinhos. É
evidente que a união dos átomos metálicos pode dever-se a uma ligação
covalente, resultante do pareamento de elétrons, já que seu número é
deficiente. O lítio tem um elétron valência e se encontra rodeado por 14
átomos. No entanto, este elemento forma cristais estáveis para ter um ponto de
fusão a 186°C.
Bloch em 1928, (Azaroff³) propôs uma explicação baseada
na mecânica quântica para a ligação metálica, conhecido como teoria das bandas
e dos elétrons livres. Segundo esta teoria, um metal sólido consiste em uma
matriz de íons positivos com certo número de elétrons livres ou capazes de se
mover entre eles e pertencentes a todos os cátions. Poderia considerar os metais
neste sentido, como uma espécie de macromolécula cujos átomos idênticos se unem
por ligações covalentes. Os átomos constituem a rede metálica cristalina cúbica
ou hexagonal em cujo os nós estão nas cargas positivas e a nuvem de eletrônica
de todos os elétrons de valência. A
ampla liberdade de movimento dos elétrons foi que os metais são bons condutores
de calor e eletricidade. Nas redes metálicas não existem moléculas, mas sim
átomos iguais com fórmula definida.
Fonte: (http://tinyurl.com/q4u4etn)
RESSONÂNCIA
Existem alguns compostos cujas moléculas estão integradas
por átomos unidos por ligações covalentes, mas sim que se pode atribuir uma
estrutura eletrônica única que explique suas propriedades.
Por exemplo, a fórmula de estrutura do dióxido de enxofre
pode ser:
Tanto o enxofre quanto o oxigênio tem seis elétrons de
valência. Qual dos átomos de oxigênio é que se une ao enxofre mediante uma
ligação dupla; é o No.1 ou No.2? Estas formas são equivalentes entre si, mas a
distância do enxofre de cada um dos oxigênios deveria ser diferente. Na verdade
essa distância é sensivelmente a mesma.
Considera-se que ambas as configurações são possíveis e
as duas contribuem para a estrutura do SO2:
No caso de um sal formado por um metal e um não metal
ativo pode descrever-se uma estrutura completamente iônica como ocorre no
cloreto de lítio:
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Por outro lado, o tricloreto de nitrogênio, NCl3
tem uma estrutura completamente covalente:
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Se observar o período 2 da escala periódica, os elementos
formam cloretos na seguinte ordem: BCl2, BCl3, CCl4,
NCl3. Onde se produz ou muda desde uma estrutura iônica a uma
covalente? Por exemplo, para o tricloreto de boro BCl3, poderia ser
descritos três modelos:
Linus Pauling, (1961) considerou que este problema pode
se acabar com a teoria da ressonância. Segundo esta, a transição de uma
estrutura iônica para uma covalente não ocorre bruscamente, mas de forma
gradual de maneira que a molécula de tricloreto de boro se apresentaria mais
adequadamente como um híbrido de ressonância de todas as estruturas citadas
anteriormente. Essas uniões são conhecidas como ligações covalentes com caráter
iônico parcial e são mesomeras. Denomina-se mesomeria a impossibilidade de
apresentar estrutura eletrônica por isso é necessário achar uma formula
intermediária.
A molécula de cloreto de hidrogênio possui certo caráter
iônico e covalente e pode ser considerada como um hibrido de ressonância entre
uma estrutura iônica e uma covalente a estrutura mesomera do HCl seria:
A ressonância se apresenta em todos os casos em que pode estabelecer
varias formas eletrônicas para molécula, como no caso do SO2 e não
se trata de um equilíbrio entre varias estruturas possíveis. Representa a
obtenção da função de onda do estado real e estacionário da molécula, mediante
a combinação linear de todas as configurações possíveis.
Não pode sustentar-se que os átomos se unam com outros
átomos exclusivamente mediante uma união iônica ou covalente já que a maior
parte das ligações atua tanto na atração eletrostática como na troca de
energia. Existe toda uma gradação com domínios de ligação eletrovalente e
covalente. Um tratamento quantitativo completo da ressonância não é algo
possível a predição da natureza da ligação covalente-eletrovalente pode se
considerar a eletronegatividade, os potenciais de ionização e a eletroafinidade
de um elemento as duas ultimas variáveis se relacionam com a anterior.
ESCALA DE
ELETRONEGATIVIDADE - CARATER
IÔNICO PARCIAL
Existem métodos que permitem obter uma medida de caráter
iônico parcial de uma ligação covalente, sendo mais importante os de Pauling e
Mulliken (santamaria27) anteriormente se definiu o conceito de eletronegatividade
como a tendência para aceitar elétrons por parte dos elementos, baseado nessa
definição Pauling desenvolveu uma escala de eletronegatividade dos elementos
assinalando um numero determinado de acordo com o poder que tem de atrair
elétrons para formar a ligação covalente.
Segundo a posição que o elemento esteja nessa escala
poderá se estimar o caráter iônico parcial da ligação.
Na formação de uma união entre átomos iguais por exemplo,
A-A e B-B liberam certa quantidade de energia EA_A e EB_B
respectivamente. Se unir os átomos em uma ligação A-B, a energia que lhes
corresponde é EA-B a qual geralmente é maior que media geométrica
das ligações covalentes puras:
e pode-se calcular como a media aritmética se as energias
não são muito diferentes. O delta de A-B representa a diferença que é tanto
maior quanto maior se a eletronegatividade dos átomos da ligação. Se a ligação
de A-B fosse covalente pura carente de caráter iônico, a energia da ligação (ECOV)
seria a media aritmética ou geométrica de EA-A e EB-B e a
diferença desse valor com experimento deve se considerar como devido caráter
iônico que corresponde a ligação, por isso Pauling lhe deu o nome de “energia
de ressonância iônica da ligação” sendo EA-B o valor experimental e
ECOV o valor teórico deduzido pela media geométrica ou aritmética.
Se XA e XB são as
eletronegatividades de A e B, entre esses valores e a energia de ressonância
iônica se obtém a relação:
Como através dessa equação se obtém diferenças de
eletronegatividade, mas não valores de XA ou XB, Pauling
deu um valor de 4,0 ao elemento mais eletronegativo (o flúor) com o qual se
obtém os valores para o restante dos elementos.
Quadro No. 5. Eletronegatividade de alguns elementos
(segundo Pauling24)
No Quadro 5 é exibida a escala de eletronegatividade,
exceto os elementos de transição e terras raras com valores aproximados em
torno de 1,6 e 1,3, respectivamente. A escala se estende desde o Cs com um
valor de 0.7, ao F com um valor de 4.0. Os metais têm valores em torno ou menor
a 1.8. Quanto maior for à expansão horizontal dos elementos na escala (Xa-Xb), maior será o caráter iônico entre eles. Se a
separação é de 1,9, a ligação iônica é 50% e se é maior é requerido escrever
uma estrutura iônica para esta substância. Em caso de ser menor é necessário
escrever uma estrutura covalente, embora não se trata de uma regra rigorosa.
A diferença de eletronegatividade e o caráter iônico
parcial da ligação pode relacionar segundo os valores dados no Quadro 6.
Quadro No. 6. Relação entre as diferenças de
eletronegatividade e o caráter iônico parcial (segundo Pauling24).
Na expressão formulada por Pauling23,24 a energia de dissociação de um composto A-B é maior que a medida aritmética das moléculas
separadas no valor correspondente ao termo 23.06 (XA-XB), em que envolve as
energias iônicas. Sua formulação é consequentemente:
De acordo com a expressão, mostra menor diferença entre Xa e Xb (X aponta a eletronegatividade do elemento A e
B) mas se aproximara a ligação de tipo covalente.
Uma conseqüência do anterior é que o caráter iônico
aparecera em compostos tais como CaF2 e MgO enquanto que outros compostos com uniões de tipo Sn-O,
P-O e Si-O serão parcialmente iônicos e parcialmente covalentes. Al aumenta a
Valencia de um elemento num composto, por exemplo, Fe3+ - P-3 ou Si+4 - C+4 , a
probabilidade de formar uma ligação puramente iônica diminui formando ligações
covalente mais fortes, em particular se as diferenças de eletronegatividade não
são muito grandes.
Nos silicatos há uniões covalentes e iônicas. No silício
(SiO2), composto
que constitui uma das peras angulares dos silicatos, as uniões entre Si e O são
aproximadamente 50% iônicas e 50% covalentes. À medida que caráter iônico é obtido
ao estabelecer a diferença entre os coeficientes de eletronegatividade de
elementos mais eletronegativos e de menos eletronegativos:
Oxigênio = 3.5; silício = 1.8. Diferença = 1.7
Quando tem diferenças entre 1.7 e 1.9 é considerado que
existe 45% de união iônica (Quadro 7).
Quadro No. 7. Exemplo de diferenças de eletronegatividade
e porcentagem de caráter iônico (segundo Pauling24 ).
No caso do flúor, para formar uma molécula de F2, a
diferença de eletronegatividade é de 4-4 = 0. O caráter iônico é nulo e,
portanto é um exemplo de ligação covalente. Outro exemplo se da no Quadro 7.
Conhecendo a diferença de eletronegatividade entre os
elementos de um composto, pode calcular-se a porcentagem do caráter iônico da
união mediante ao diagrama de Pauling23 que se ilustra na figura 2.
Fig. 2. Diagrama e Pauling para calcular a porcentagem de
caráter iônico (segundo Pauling23).
Mulliken propôs, com uma medida mais correta da eletronegatividade,
adota o valor médio da soma do potencial de ionização (I) e da afinidade
eletrônica (E) (Santamaria27). Para um
elemento A; o que se expressa como:
Medindo ambos, IA e EA, em Kcal. O
potencial de ionização corresponde a energia que deve fornecer para ionizar
positivamente o átomo (A+) e a
afinidade eletrônica mede a energia quando o mesmo retém elétrons (A-).
Entre a escala de Pauling e a de Mulliken existe uma
relação linear dada pela expressão (Santamaria27).
Por exemplo, se for calculada a porcentagem do caráter
iônico que tem a ligação covalente Si-O dos silicatos e eletronegatividades do
Si e O são 1,8 e 3,5 respectivamente, então:
Se este valor de 1.53 3m comparação com o diagrama de Pauling23,24 (Quadro 6), é observado que o caráter iônico
da ligação Si-O é em torno de 43%.
UNIÕES INTERMOLECULARES
As moléculas unem-se entre si, para formar os três
estados físicos (solido, liquido e gasoso), através de forças intermoleculares.
A coesão ou atração entre moléculas iguais e a adesão ou atração, entre aquelas
diferentes, são manifestações destas forças intermoleculares.
Figura 1 – Ação das Forças Intermoleculares nas moléculas
Fonte: Forças
intermoleculares (gás, líquido,sólido) no Química Geral (Departamento de Química
– UFMG)
Disponível em: <http://tinyurl.com/kk4z4s4>Acesso em maio.2014.
Algumas propriedades dos estados físicos assim como os
fenômenos interfaciais (peptização, coagulação, dissolução, solvatação,
agregação e outros), importantes na fisioquímica dos solos, compreendem-se
através do conhecimento das forças que ligam as moléculas.
É necessário destacar que somente originam-se moléculas
individuais quando existem ligações covalente e só elas participam nas uniões
intermoleculares, embora as forças de Van der Waals envolventes nos gases
nobres. Estes conceitos não podem aplicar-se ás moléculas iônicos gigantes,
seja macromoléculas ou redes metálicas.
Definiram-se dois conceitos importantes, momento dipolar
e polarização, antes de descrever as uniões intermoleculares.
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